Mulheres conscientes – Mariana Villaça, especialista em moda sustentável e criadora dos projetos Muda Moda, Moda Sustentável e Green Design Market

No mês dedicado à mulher, a MyBasic criou uma campanha linda para celebrar a pluralidade feminina. Mas mais que isso, uma oportunidade para inspirar e ajudar outras mulheres a estarem conscientes – sobre seu papel no mundo, sobre si mesmas e sobre questões importantes como a diversidade, a inclusão e a sustentabilidade. Tudo o que é a cara da MyBasic.

Para concretizar essa ação, foram convidadas seis mulheres incríveis, conscientes, empreendedoras e corajosas, e que atuam em diversas áreas. Em comum a todas, além da consciência sobre o papel do feminino na sociedade, destaque para a preocupação com discussões atuais e urgentes – entre eles, a sustentabilidade, um dos nortes na maneira de produzir da MyBasic.

Fizeram parte dessa história, a consultora de imagem Helena Branquinho; a ativista feminista negra e colunista da Marie Claire Stephanie Ribeiro; a roteirista e criadora da Rede Manual Karine Rossi; a figurinista de TV Marina Sanvicente; a psicóloga social e idealizadora da ONG Atuação no Mundo Renata Brunetti; e a especialista em moda e sustentabilidade Mariana Villaça.

Aqui, a gente reuniu os principais tópicos abordados no papo que tivemos com Mariana Villaça, enquanto ela escolhia alguns dos looks MyBasic para a sessão de fotos da campanha.

Sobre o novo momento do feminismo

“Acho que [o feminismo] cresceu por uma insatisfação das mulheres, por viverem situações abusivas, situações de domínio, não poderem se expressar. Eu acho que a gente conseguiu se libertar de certas coisas. Então, vejo uma evolução. E acho que tem muito a ver com o aspecto financeiro. A partir do momento em que as mulheres conseguiram, de fato, entrar no mercado de trabalho, e trazerem dinheiro para casa, elas conseguiram se impor mais. Por isso que quando eu falo em desenvolvimento e oportunidade, é isso: fazer a mulher conseguir reger a casa financeiramente, porque eu vejo que é isso que ainda pesa muito nas relações abusivas”

Relação com a maternidade

“O meu marido é muito participativo. Ele é um ótimo pai, participa da vida das crianças, é interessado. Mas mesmo assim, se algo sai errado – uma febre, se caiu, tem que buscar na escola – quem para tudo sou eu. A não ser que eu esteja fora de São Paulo. Ou seja, isso ainda cai muito para a gente. Os homens têm uma capacidade de desligar a chave quando eles precisam fazer alguma coisa. Eu estou aqui [durante o ensaio fotográfico para a MyBasic], tenho uma bebê de seis meses, e fico o tempo inteiro no WhatsApp querendo saber como ela está, o tempo inteiro com a cabeça lá. Temos essa capacidade multissensorial que nos faz estar ligada o tempo inteiro. Então eu diria que, sim, evoluiu muito, eu sou uma pessoa privilegiada – como disse, meu marido superparticipativo na vida da casa e das crianças –, mas ainda há muito a ser feito”

Aqui, Mari Villaça combinou a camisa Pissouri e o top Sligo com a calça Olite na cor ocre.

Mulher e maternidade

“A própria sociedade cobra mais a mãe. Você chega em algum lugar, principalmente se você tem uma criança ainda pequena, as pessoas já perguntam quem está com o bebê. Eu duvido que quando meu marido chega em algum lugar alguém pergunte para ele quem está com a nossa filha. Afinal, quem está ela sou eu. Ou seja, existe uma pressão social enorme e que tem ainda dois lados: você tem que ter filho, tem que engravidar, ou seja, tem também que cumprir seu ‘papel no mundo enquanto mulher’, mas também tem que ser decidida, tem que ter um emprego ótimo, ter um carreira, ganhar dinheiro, e ser uma mãe maravilhosa – porque se você deixar a criança na mão da babá 24 horas por dia, está desbalanceado. Então, você é cobrada definitivamente em todos os âmbitos”

Moda sustentável

“Eu tenho três frentes de atuação. Na primeira, eu crio conteúdo sobre moda sustentável, um projeto que se chama Muda Moda, por meio do qual eu tento trazer a sustentabilidade para a prática. Então, em vez de colocar a sustentabilidade num patamar inatingível, que exija muitas mudanças e só fala em privações, eu quero mostrar que não precisa ser assim. Haja visto aqui a MyBasic. Uma outra é a Moda Sustentável, onde a gente atende as marcas. E agora, em 2020, a gente vai lançar a primeira edição do Green Design Market, um mercado que vai juntar moda, beleza e design, com curadorias específicas dentro dos quatro pilares da sustentabilidade: cultural, social, ambiental e econômico”

Para este clique, Mari escolheu o macacão Kingston verde – sucesso absoluto entre as convidadas da campanha Mulheres Conscientes da MyBasic

Marcas conscientes

“Eu acho que tem um pouco mais de demanda do público. Há marcas que já nasceram com isso no DNA, em geral marcas menores. As grandes marcas, que estão fazendo pequenas mudanças e lançando linhas, eu já vejo que é para atender uma demanda do público e, mais até, do mercado de investimentos. Mas hoje em dia, as marcas estão cada vez mais sendo cobradas pelo que elas geram de excesso de resíduo. Então acho que tem aí uma geração nova, a geração Z, que veio com tudo, questionando (coisa que a minha geração não fez), temos esse fator de investimento externo (os investidores querem entender o que você está fazendo em termos socioambientais) e uma vontade genuína, que existe também, e que geralmente é uma área pequena de sustentabilidade dentro das grandes empresas e que está ali remando para conseguir implantar projetos. Então, vejo uma tríade: público, questões mercadológicas e uma vontade de fazer diferente”.

As gravações e sessões de fotos aconteceram antes da pandemia de coronavírus. Nenhuma das pessoas envolvidas foi exposta à contaminação durante essa produção

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