Cores – Convidamos a consultora de moda Jenniffer Nocetti para decifrar os códigos dos tons, explicar como podemos criar combinações e, o mais importante, contar de que forma essas escolhas podem ampliar nossas opções no armário e na vida

O marrom para ressaltar os olhos verdes, o azul abrindo caminho para os castanhos, o branco fazendo o olhão jabuticaba pular.

A consultora de moda e stylist Jenniffer Nocetti. Crédito da foto: Paulo Reis – @pauloreis23

Essas são algumas dicas que conseguimos com a consultora de moda e stylist Jenniffer Nocetti, adepta do que ela chama de “modaterapia” e que, quando parte para uma consultoria, faz um pouco de tudo: detox de armário, dicas para recuperar peças e acessórios – “não sou uma personal shopper louca que quer que as pessoas saiam comprando”, esclarece – e, claro, ajuda a orientar novas aquisições, mas sempre pensando em como potencializar o que já existe no guarda-roupa.

E entre as técnicas que aplica, entra um pouco da chamada colorimetria, uma ciência que utiliza um conjunto de tecnologias para atuar na percepção que temos das cores. É nessa parte do trabalho que a especialista oferece leituras individualizadas de como usar os tons e suas nuances a nosso favor, sempre no intuito de destacar nossa harmonia individual, com base no tom da pele, do cabelo, dos olhos.

À esquerda, camisa morcego Windsor, em vermelho queimado; ao lado do macacão Kingston verde: boas opções para destacar olhos claros e trazer os tons da natureza para o armário

Oposto complementar

Mas a ideia é mais abrir do que fechar portas. É sobre experimentar – usando parâmetros que nos façam sentido –, em vez de restringir com base em experiências que nem são nossas.

Em linhas gerais, Jenniffer falou para a gente sobre técnicas para ressaltar o olhar, partindo de princípios da chamada régua de cores, buscado o oposto complementar. Nesse jogo, as pessoas que têm olhos claros (nos diferentes tons de verde e azul) vão ganhar pontos ao escolherem os tons avermelhados, incluindo aí o marrom e o terracota.

Já a família dos castanhos, mais quentes, pode explorar os tons de verde e azul. E para quem tem olhos mais escuros – aquele olhão de jabuticaba – vai ganhar com os tons mais clarinhos. “Quem tem olho jabuticaba, vestindo um suéter branco, o olho vai pular”, aconselha Jenniffer.

Camisa Cotorna branca (à esquerda) e o casaco Maxi Tricot (em off white): acerto para olhos escuros (tipo jaboticaba) e sensação de conforto

As cores da MyBasic

Quando olhou nossa paleta, a primeira coisa que Jenniffer notou foi como as cores básicas são fáceis de se permearem entre si. “O cinza, o terracota, o branco, são cores fáceis de brincar”, analisa. “E são cores obviamente extraídas da natureza, que remetem ao natural – mesmo os cinzas, semelhantes aos tons de pedra”

Saiba mais sobre a influência das cores aqui.

A consultora também comenta que essas cores remetem ao feito à mão, ao pouco industrializado, alinhando-se a um propósito mais natural. “E remeter à terra, ao trabalho manual, sempre traz conforto”.

O tons terrosos de verde, de vermelho (caso do terracota) – além do branco, do cinza, do preto e do off white – são também, segundo a stylist, canais diretos para a simplicidade. “O que eu acho que tem tudo a ver com o que a gente está passando agora, esse retorno ao simples”.

Calça Montagna areia (à esquerda) e calça carrot Tarragona (em terracota): “Tons terrosos têm tudo a ver com que a gente está passando agora, esse retorno ao simples”, ensina a consultora de moda Jenniffer Nocetti

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