O conceito slow é uma abordagem mais ética, consciente e ecológica sobre o consumo na era digital (escolha peças-chave: blusa básica, vestido básico e outras peças). Durante décadas a cultura fast esteve – e ainda está – presente em filmes, séries e novelas além das propagandas tradicionais.

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O fast associa o consumismo com alto status social, riqueza, poder e luxo, uma cultura de gerações mais velhas que possibilitou o desenvolvimento do bem-estar individual nos dias difíceis do pós segunda guerra mundial e guerra fira.

strong>O fast é ultrapassado

O fast é um conceito ultrapassado para o século XXI apesar de sua importância e enorme contribuição, ele não é ciente dos impactos ambientais do consumo desenfreado, muitas linhas de produção em massa de hoje utilizam mão de obra em regimes análogos a escravidão, principalmente no universo da moda.

Frequentemente indústrias têxteis  estão envolvidas em escândalos de trabalho escravo, em 2013 uma fábrica têxtil em Bangladesh desabou, 1134 trabalhadores morreram e cerca de 2500 foram feridos no incidente.

Os abusos da cultura fast incluem a imposição de globalização e padronização da moda, culturas belíssimas da África, Ásia, América (povos nativos) e Oriente Médio são sufocadas pelo mainstream europeu.

Slow Fashion

A designer Kate Fletcher introduziu em 2008 o conceito slow fashion (vestidos básicos, blusa básca e outras com cortes tradicionais), a consultora, autora, pesquisadora e responsável pelo curso de moda e sustentabilidade na London College of Fashion propôs um modelo sustentável de consumo onde o menos é mais.

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Investir um pouco mais em peças artesanais básicas e atemporais de alta qualidade para controlar o impulso de comprar com frequência até o que não é necessário. O slow fashion valoriza cooperativas locais e suas características culturais, produção limitada e exclusiva, matéria-prima orgânica, reuso da peça com remendos ou retalhos personalizados. O que é associado a pobreza pelo fast fashion está relacionado a consciência ecológica do no modelo slow fashion com preferência para shapes e tecidos com fibras naturais, malha resistente e biodegradável.

Mudando os conceitos

O hábito de vestir uma roupa diferente todo dia para não repeti-la na semana é o reflexo do modelo fast fashion agindo no inconsciente, o modelo desenvolvido por Fletcher considera que uma roupa só deve ser trocada ou lavada quando realmente houver necessidade para não desgastar a peça e não desperdiçar água sem necessidade.

O conceito slow fashion ganhou força no mundo da moda mesmo com tão pouco tempo de vida, muitos estilistas das grandes grifes estão saturados com a obrigação de sempre criarem algo novo e descartável.

Alessandro Michele, designer da Gucci fez um apelo em sua apresentação em Milão: “Resistam ao mantra da velocidade que nos leva a perder-nos de nós mesmos. Resistam a ilusão de algo novo a qualquer custo”.

O renomado designer não é o único a protestar contra a cultura fast fashion, os designers e estilistas de muitas das grifes mais famosas do mundo também adotaram o modelo slow fashion em produzir menos com mais qualidade.

Longo caminho

Ainda há uma longa estrada para percorrer até que o slow fashion entre na consciência dos fashionistas e do mainstream, o apoio dos designers não impede o contínuo crescimento e expansão das principais grifes fast fashion pelo mundo.

A cultura fast ainda é muito presente em vários aspectos do cotidiano da maioria das pessoas, porém, especialistas acreditam que em algum momento as pessoas terão uma imagem ruim das grandes grifes fast fashion, algo parecido com o tabagismo nos anos 90.

Com o modelo slow fashion é possível acompanhar todo o processo de produção, o consumidor sabe a origem de sua peça e o slow contempla o ciclo de criação mais do que o produto final.

#Whomademyclothes

Durante o fashion revolution que acontece todos os anos no dia 24 de maio, mesmo dia da tragédia na fábrica em Bangladesh, as grifes participam do #whomademyclothes, durante a data o hashtag é um dos mais bem-sucedidos nas redes sociais, imagens de toda cadeia produtiva são marcadas com a hashtag.

A ecologia e proteção ao meio ambiente são pautas antigas, o pioneiro da ecologia e apaixonado pelo meio ambiente foi Francisco de Assis (1181 – 1226) com a revolução industrial no século XVIII.

O meio ambiente tornou-se um tema a ser discutido com os impactos da indústria, mas só após os ataques nucleares em Hiroshima e Nagasaki é que o ambientalismo e ecologia se tornaram um movimento organizado.

O Slow fashion é o resultado de uma geração nascida em um período onde a preocupação ambiental já era uma pauta importante na agenda da maioria dos países, com certeza, o slow fashion veio para ficar e fazer história em nosso tempo. A MyBasic investe em peças (vestidos básicos, saias e camisas) da Slow fashion.

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